A idéia é trazer um pouco
sobre essa atividade que ainda não é muito conhecida, mas que representa uma
carreira promissora no Brasil com o crescente mercado de Petróleo e Gás.
Com o desenvolvimento do setor de
petróleo, surge também a necessidade de profissionais dispostos a exercer sua função em plataformas em alto mar, atividade conhecida como Offshore.
A atividade não se restringe a
técnicos e engenheiros da área de petróleo e gás, como também a todos os
profissionais indispensáveis para que haja a segurança e a vida em alto mar
(enfermeiros do trabalho, técnicos de enfermagem do trabalho, técnico em
segurança do trabalho, cozinheiro, entre outros).
É uma atividade regida por
legislações específicas, conforme Amorim, Et AL (p. 258):
”[...]Lei
5.811/72, (regimes especiais de turnos ininterruptos de revezamento e de
sobreaviso);a NR 30, (condições de segurança e saúde dos
trabalhadores aquaviários), e a NR 32, (medidas de proteção à segurança
e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde); Normas da Autoridade
Marítima para Embarcações Empregadas na Navegação de Mar Aberto (NORMAM-01); Portaria 72/2009, que altera a NORMAM-01, e
operação segura, com tripulação de segurança; e ainda, "estabelece a obrigatoriedade da
presença do profissional de enfermagem na Seção de Saúde de unidades marítimas
[...]".
A escala de trabalho é de 14
dias ininterruptos em alto mar, com folga de 14 dias. Representa um setor cada
vez mais promissor e perfil profissional
exigido com capacitação específica, como registro no conselho de classe,
inglês fluente. Tem como vantagem a boa remuneração e a folga prolongada e desvantagens por ser um trabalho de caráter confinado, ambiente restrito, trabalho
arriscado, entre outros.
Os riscos no ambiente de trabalho foram
destacados conforme KNAUTH, D. ; LEAL, O. (p. 124) “[...] estão relacionados a quatro aspectos:
1) condições
meteorológicas e de marés (‘mau tempo’ e ‘condições do mar’);
2) problemas de
relacionamento entre os membros da equipe (comandante, desunião, confinamento
com pessoas que não conhecem);
3)
comportamentos inadequados por parte de algum tripulante (preguiça, falta de
atenção, relaxamento, falta de higiene)
4) pouca experiência na atividade“.
O relacionamento interpessoal tem relevância
significativa para amenizar o choque causado pela diminuição do contato
familiar e afastamento por longo período.
Referências:
KNAUTH, D. ;
LEAL, O. RISCOS
EM ALTO MAR:concepções e práticas sobre segurança no trabalhado offshore. Revista de Ciências Sociais, n. 37, Outubro de 2012, p. 115-127.
MORIM, Guilherme Henrique; GUEDES, Marco Aurélio de
Souza; GUEDES, Carolina Cristina Pereira e AGUIAR, Beatriz Gerbassi Costa. Enfermeiro embarcado em plataforma petrolífera: um relato de
experiência offshore. Enferm. [online]. Vol.22, n.1, pp. 257-265, 2013.
ORTIZ NETO, José Benedito and SHIMA, Walter
Tadahiro.Trajetórias tecnológicas no segmento offshore: ambiente e
oportunidades.Rev. econ. contemp. [online]. Vol.12, n.2, pp. 301-332, 2008.

